Servidores do TRE-MS participam da palestra “Mulheres e o Poder Judiciário”

“Somente com a mudança cultural, com o destemor das mulheres, que elas passarão a ocupar os cargos de forma igual ao dos homens”, destaca o diretor-geral do TRE-MS

“Somente com a mudança cultural, com o destemor das mulheres, que elas passarão a ocupar os cargos de forma igual ao dos homens”, destaca o diretor-geral do TRE-MS

O plenário do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) recebeu na tarde desta quinta-feira (08) a palestra “Mulheres e Poder Judiciário: Reflexões sobre o Princípio da Igualdade”, ministrado pela juíza eleitoral de Rio Brilhante (11ª ZE), Mariana Rezende Ferreira Yoshida.

Para abrir o evento, o diretor-geral do TRE-MS, Hardy Waldschmidt, lembrou da importância em se ter um conhecimento maior sobre a igualdade de gênero, comentando que “cerca de 52% do eleitorado é composto por mulheres, o que mostra uma questão cultural, uma barreira que precisa avançar e superar, e de forma que mais mulheres estejam a frente dos cargos públicos, seja eletivos, nas Assembleias Legislativas, casas de leis, como também no Poder Executivo, e também no Judiciário”.

Por sua vez, a palestrante destacou a relevância da Res. CNJ nº 255/2018, que instituiu a Política Nacional de Incentivo à Participação Institucional Feminina no Poder Judiciário. Segundo Dra. Mariana, “existe ainda uma diferença muito grande em que o previsto na lei e a realidade dos fatos. O poder judiciário tem um déficit na paridade de gênero com relação a magistratura”.

Segundo o último levantamento do CNJ, no Poder Judiciário em média 30% são magistradas. O órgão trabalha no sentido para que as ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável), que são uma agenda mundial adotada durante a Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, sejam idealizadas como metas a serem inseridas no Poder Judiciário brasileiro.

“O caminho a ser percorrido é de conscientização das pessoas, homens e mulheres, sobre a existência desse problema, sendo a mudança cultural como principal ponto. E paralelamente a isso, o poder público se organizar ao deflagrar ações para levarem a esse resultado”, destaca a juíza.

A palestrante

Dra. Mariana Rezende Ferreira Yoshida é juíza de direito do tribunal de justiça de Mato Grosso do Sul desde 2011, atuando como juíza eleitoral da 11ª Zona Eleitoral em Rio Brilhante e aluna especial do programa de pós-graduação em Fronteiras e Direitos Humanos da Universidade Federal da Grande Dourados – UFGD.

 

Por Alexander Vieira

Assessoria de Comunicação

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